Gambá 25 anos
– Meio Ambiente é com a gente
Morte de peixes no Recôncavo Baiano
O Gambá cobra medidas mais efetivas
para o monitoramento da região e a conclusão das
causas da mortandade
Uma contaminação ambiental de causa
ainda desconhecida já matou mais de 50 toneladas de peixes
e mariscos no Recôncavo Baiano, deixando desoladas e revoltadas
milhares de famílias que têm na pesca e no turismo
as únicas fontes de renda. Diante do quadro crítico
que começou a ser desenhado em 08 de março, quando
teve início uma das maiores tragédias ambientais
da Baía de Todos os Santos, o Gambá – Grupo
Ambientalista da Bahia – coloca em questionamento a falta
de monitoramento ambiental sistemático na região
e a demora de diagnóstico das causas da mortandade. “É
preocupante o impacto social e ambiental desse episódio.
Os resultados dos exames e das investigações já
deveriam ter sido concluídos. Além da punição
dos culpados, é preciso emergencialmente adotar medidas
para minimizar o sofrimento dessas pessoas”, afirma Renato
Cunha, coordenador executivo do Gambá.
Quatro municípios da região já
decretaram situação de emergência com a proibição
do consumo e da comercialização dos pescados. Além
da falta de alimento, a população necessita de recursos
para custear outras despesas, como o pagamento de água
e luz e ainda é obrigada a conviver com o mau cheiro dos
peixes e mariscos mortos que se acumulam nas praias. A conclusão
para o diagnóstico que indicará a causa da contaminação
está prevista para o início de abril. E só
a partir daí será determinada alguma ação
para a limpeza das águas.
Salvador, 27 de março de 2007
Assessoria de Comunicação
do Gambá
Tita Moura / Luciana Diniz
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