{"id":11467,"date":"2022-07-18T13:37:36","date_gmt":"2022-07-18T16:37:36","guid":{"rendered":"https:\/\/rbma.org.br\/n\/?p=11467"},"modified":"2022-07-19T15:48:03","modified_gmt":"2022-07-19T18:48:03","slug":"desmatamento-em-2021-aumentou-20-com-crescimento-em-todos-os-biomas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rbma.org.br\/n\/desmatamento-em-2021-aumentou-20-com-crescimento-em-todos-os-biomas\/","title":{"rendered":"DESMATAMENTO EM 2021 AUMENTOU 20%, COM CRESCIMENTO EM TODOS OS BIOMAS"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"font-weight: 400;\"><em>EM TR\u00caS ANOS A \u00c1REA DESMATADA ALCAN\u00c7OU 42 MIL KM2, QUASE A \u00c1REA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.<\/em><\/h6>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O Brasil perdeu 16.557 km2 (1.655.782 ha) de cobertura de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em todos seus biomas no ano passado, segundo a mais recente edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Anual de Desmatamento no Brasil (RAD), do MapBiomas. Trata-se de um aumento de 20% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Com a tend\u00eancia de alta no desmate nos \u00faltimos tr\u00eas anos, nesse per\u00edodo o Brasil perdeu quase um Estado do Rio de Janeiro de vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m aumentou a velocidade m\u00e9dia de desmatamento no pa\u00eds, que passou de 0,16 hectares\/dia para cada evento de desmatamento detectado e validado em 2020 para 0,18 hectares\/dia em 2021. Com uma m\u00e9dia di\u00e1ria de 191 novos eventos, a \u00e1rea de desmatamento por dia em 2021 foi de 4.536 hectares \u2013 ou 189 hectares por hora. Somente na Amaz\u00f4nia foram 111,6 hectares desmatados por hora ou 1,9 hectare por minuto, o que equivale a cerca de 18 \u00e1rvores por segundo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O estudo, que refinou e validou 69.796 alertas de desmatamento em 2021 em todo o territ\u00f3rio nacional, avaliou individualmente cada evento de desmatamento cruzando com dados de \u00e1reas protegidas, autoriza\u00e7\u00f5es e cadastro ambiental rural (CAR) e encontrou ind\u00edcios de irregularidades em mais de 98% dos casos.\u00a0 Apenas em\u00a0 1,34% dos alertas (que correspondem a 0,87% do total desmatado) n\u00e3o foram encontrados ind\u00edcios ou evid\u00eancias de irregularidade. Esse percentual de irregularidade est\u00e1 em linha com os 99% detectados nos relat\u00f3rios anteriores (2019 e 2020).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os alertas de desmatamento que cruzam com com im\u00f3veis rurais cadastrados no CAR correspondem a 77% da \u00e1rea total desmatada. Isso significa que em pelo menos 3\/4 dos desmatamentos \u00e9 poss\u00edvel encontrar um respons\u00e1vel.\u00a0 Foram 59.181 im\u00f3veis com desmatamento detectado no pa\u00eds em 2021, que representam 0,9% dos im\u00f3veis rurais cadastrados no CAR at\u00e9 2021. S\u00e3o reincidentes por terem desmatamento registrado em 2019 e\/ou 2020 19.953 im\u00f3veis registrados no CAR.\u00a0 Quando considerado o per\u00edodo de 2019 a 2021 o n\u00famero de im\u00f3veis com pelo menos um evento de desmatamento detectado sobe para 134.318, o que representa 2,1% dos im\u00f3veis rurais brasileiros. Em outras palavras, n\u00e3o foi detectado desmatamento nos \u00faltimos 3 anos em quase 98% dos im\u00f3veis rurais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cPara resolver o problema da ilegalidade \u00e9 necess\u00e1rio atacar a impunidade \u2014 o risco de ser penalizado e responsabilizado pela destrui\u00e7\u00e3o ilegal da vegeta\u00e7\u00e3o nativa precisa ser real e devidamente percebido pelos infratores ambientais\u201d, explica Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas. \u201cPara isso, \u00e9 preciso atuar em tr\u00eas frentes, assegurando que: todo desmatamento seja detectado e reportado; todo desmatamento ilegal receba a\u00e7\u00e3o de responsabiliza\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o dos infratores (ex. autua\u00e7\u00f5es, embargo); o infrator n\u00e3o se beneficie da \u00e1rea desmatada ilegalmente e receba algum tipo de penaliza\u00e7\u00e3o (ex. restri\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, pend\u00eancia do CAR, impedimento de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, exclus\u00e3o de cadeias produtivas).\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Uma novidade na edi\u00e7\u00e3o deste ano \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o dos vetores de press\u00e3o do desmatamento, como agropecu\u00e1ria, garimpo, minera\u00e7\u00e3o, expans\u00e3o urbana e outros, como press\u00e3o por constru\u00e7\u00e3o de usinas e\u00f3licas e solares, principalmente na regi\u00e3o Nordeste. Os n\u00fameros mostram a preval\u00eancia e a estabilidade no n\u00edvel de press\u00e3o da agropecu\u00e1ria nos \u00faltimos tr\u00eas anos, quando a atividade foi respons\u00e1vel por percentuais de desmatamento acima de 97%. Nesse cen\u00e1rio, o estado do Par\u00e1 diferencia-se em algumas \u00e1reas onde o garimpo foi um expressivo vetor de press\u00e3o. Em \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s capitais e grandes centros urbanos, a press\u00e3o ficou por conta da\u00a0expans\u00e3o urbana.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em todo o Brasil, as \u00e1reas desmatadas com menos de 25 ha representam 82,8% do total de alertas, mas somente 22,8% da \u00e1rea desmatada. J\u00e1 os alertas com mais de 100 ha representam 4,4% dos alertas, mas 51,7% do total desmatado no pa\u00eds. Nessa categoria houve um aumento de 37,8% entre 2020 e 2021. Em 2021, foram constatados 3.040 desmatamentos com mais de 1 km2\u00a0(100 hectares), sendo que 107 deles superam os 10 km2\u00a0ou 1.000 hectares. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, o Central Park em Nova Iorque tem 3,41 km2\u00a0e o Parque Ibirapuera em S\u00e3o Paulo tem 1,6 km2.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Este relat\u00f3rio \u00e9 o terceiro de uma s\u00e9rie que tem a finalidade de consolidar e analisar as informa\u00e7\u00f5es sobre todos os desmatamentos detectados nos seis biomas brasileiros, pelos m\u00faltiplos sistemas de alertas dispon\u00edveis, e que foram validados, refinados e publicados pelo projeto MapBiomas Alerta.\u00a0Ele ser\u00e1 lan\u00e7ado nesta segunda-feira (18\/07), \u00e0s 10:30 horas da manh\u00e3,<a href=\"https:\/\/youtu.be\/4E412_1Awmk\"><strong> em webinar no YouTube<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>AMAZ\u00d4NIA CONCENTROU 59% DA \u00c1REA DESMATADA EM 2021<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os n\u00fameros n\u00e3o deixam d\u00favidas de que a Amaz\u00f4nia foi a grande frente de supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Brasil nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Dados mostram que esse bioma concentrou 59% da \u00e1rea desmatada e 66,8% dos alertas de desmatamento em 2021. Foram mais de 977 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa destru\u00eddos no ano passado &#8211; um crescimento de quase 15% em rela\u00e7\u00e3o aos 851 mil hectares desmatados em 2020 que, por sua vez, j\u00e1 haviam representado um aumento de 10% em rela\u00e7\u00e3o aos 771 mil hectares de desmate em 2019.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em segundo lugar, vem o Cerrado, com pouco mais de meio milh\u00e3o de hectares (30%), seguido pela Caatinga, com mais de 116 mil hectares (7%). Mesmo com menos de 29% de sua cobertura florestal, na Mata Atl\u00e2ntica foram desmatados 30.155 ha \u2013 1,8% da \u00e1rea dos alertas. Apesar de responder pela\u00a0menor \u00e1rea de alertas (0,1% do total), o Pampa quase dobrou o montante desmatado (92,1%). No Pantanal se observou um aumento de 50,5% nos alertas detectados e 15,7% na \u00e1rea desmatada entre 2020 e 2021.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Juntos, Amaz\u00f4nia e Cerrado representaram 89,2% da \u00e1rea desmatada detectada em 2021. Quando somada a Caatinga, os tr\u00eas biomas responderam por 96,2% das perdas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os maiores aumentos, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea desmatada em 2020, ocorreram na Amaz\u00f4nia (126.680 ha) e no Cerrado (83.981 ha), enquanto que em termos proporcionais, ocorreram na Caatinga (88,9%) e no Pampa (92,1%). No caso da Caatinga, o aumento est\u00e1 relacionado ao aprimoramento da nova fonte de dados usada pelo MapBiomas, o SAD Caatinga, especializado na detec\u00e7\u00e3o de desmatamento em matas secas no bioma.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Embora o Cerrado tenha uma participa\u00e7\u00e3o de apenas 9,9% no n\u00famero total de alertas, a \u00e1rea total desmatada representa quase um ter\u00e7o do total (30,2%). Nos biomas Amaz\u00f4nia e Mata Atl\u00e2ntica, predomina o desmatamento em forma\u00e7\u00f5es florestais. No Cerrado, na Caatinga, no Pampa e no Pantanal o predom\u00ednio \u00e9 de outras forma\u00e7\u00f5es n\u00e3o florestais. Como a detec\u00e7\u00e3o de desmatamento em vegeta\u00e7\u00e3o nativa n\u00e3o florestal ainda \u00e9 deficiente, os alertas nestas classes s\u00e3o subestimados. A din\u00e2mica de desmatamento nos biomas tamb\u00e9m apresentou diferen\u00e7as de comportamento em 2021. No Cerrado, o pico do desmatamento aconteceu na primeira quinzena de maio; na Amaz\u00f4nia, foi na segunda semana de julho; na Mata Atl\u00e2ntica e no Pantanal foi em agosto; no Pampa, em outubro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>OS ESTADOS QUE MAIS DESMATARAM<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">De cada quatro hectares desmatados no Brasil em 2021, um foi no Par\u00e1, onde o desmate alcan\u00e7ou 402.492 ha (24,3% do total). O Amazonas, que era o quarto no ranking em 2020, apareceu agora em segundo lugar, com 194.485 ha desmatados, que representam 11,8% do total. O Mato Grosso apareceu em terceiro, com perda de\u00a0189.880 ha (11,5%), seguido do Maranh\u00e3o, com 167.047 ha (10,1%), e Bahia, com 152.098 (9,2%). Juntos, esses 5 estados responderam por 67% da \u00e1rea desmatada no Brasil em 2021.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Treze estados superaram a marca de 1.000 alertas de desmatamento em 2021; em 2020, foram 11 estados, e em 2019, 10 estados. Houve crescimento da \u00e1rea desmatada em 20 estados, ficando est\u00e1vel em dois (TO e RR) e caindo em apenas cinco (AL, SC, ES, RJ e AP).\u00a0Entre os estados onde o desmatamento mais cresceu em termos proporcionais est\u00e3o Pernambuco, Para\u00edba, Cear\u00e1, Minas Gerais e Sergipe, com mais de 80% de aumento na \u00e1rea detectada. Isso reflete o crescimento do desmatamento e tamb\u00e9m a melhora no sistema de detec\u00e7\u00e3o do SAD Caatinga. Em n\u00fameros absolutos, os maiores crescimentos foram no Amazonas (64.673 ha) e Bahia (46.160 ha).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Quase um quarto (23,6%) do desmate no Brasil em 2021 fica no Matopiba, onde tamb\u00e9m se registrou um aumento de 14% da \u00e1rea desmatada em rela\u00e7\u00e3o a 2020. Foram 5.206 alertas e 391.559 ha desmatados. A regi\u00e3o do Matopiba foi onde se concentrou a maior parte dos desmatamentos no Cerrado: cerca de 73%. J\u00e1 na nova fronteira do desmatamento da Amaz\u00f4nia \u2013 a regi\u00e3o que est\u00e1 ficando conhecida como Amacro (na fronteira de Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia)- a \u00e1rea desmatada representou 12,2% no total do Brasil em 2021, com 6.858 alertas e 203.143 ha desmatados. Em 2021 apresentou 28,8% de incremento do desmatamento em rela\u00e7\u00e3o a 2020.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>DESMATAMENTO \u00c9 MAIOR EM \u00c1REAS PRIVADAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No Brasil 69,5% de toda a \u00e1rea desmatada em 2021 estavam em propriedades privadas, incluindo 14,1% em assentamentos rurais. Outros 10,6% reca\u00edram sobre glebas p\u00fablicas, sendo 9,3% em terras p\u00fablicas n\u00e3o destinadas. O desmatamento em \u00e1reas protegidas respondeu por 5,3% do total, sendo 1,7% nas Terras Ind\u00edgenas e 3,6% nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Nos biomas Pantanal e Cerrado, a maior parte das \u00e1reas desmatadas se concentra em \u00e1reas privadas (94,1% e 75,9%, respectivamente). Nos biomas Caatinga, Mata Atl\u00e2ntica e Pampa, a concentra\u00e7\u00e3o de alertas ocorre em vazios fundi\u00e1rios (terras devolutas ou \u00e1reas privadas ainda n\u00e3o cadastradas no CAR). Tamb\u00e9m na Amaz\u00f4nia a maior porcentagem do desmatamento ocorre em \u00e1reas privadas (44,6%), seguido por assentamentos rurais (22,2%), \u00e1reas p\u00fablicas (17,2%) e \u00e1reas protegidas (exceto APAs) com 8,5%.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Nos \u00faltimos tr\u00eas anos (entre 2019 e 2021), houve crescimento do desmatamento em todas as categorias fundi\u00e1rias, exceto em Terras Ind\u00edgenas (TIs), o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia desses territ\u00f3rios para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Os aumentos mais expressivos foram em \u00e1reas de vazio fundi\u00e1rio(88%), \u00e1reas p\u00fablicas n\u00e3o destinadas (47%) e \u00e1reas privadas (32%).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A \u00e1rea dos alertas com sobreposi\u00e7\u00e3o total com \u00e1reas com CAR alcan\u00e7ou 1.265.128 hectares, o que representa 76% da \u00e1rea desmatada no pa\u00eds. Por\u00e9m, quando se considera a \u00e1rea dos alertas que cruzam tamb\u00e9m parcialmente com o CAR, este n\u00famero sobe para 1.445.066 hectares, ou 87% da \u00e1rea desmatada no Brasil.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Um ter\u00e7o (33%) de todos os alertas detectados no Brasil em 2021 tem sobreposi\u00e7\u00e3o com \u00e1reas registradas como\u00a0Reserva Legal (RL). Isso representa 22% do total da \u00e1rea desmatada no pa\u00eds. O n\u00famero de alertas que t\u00eam sobreposi\u00e7\u00e3o com \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP) declaradas no CAR chegou a 5% do total (em \u00e1rea, 0,6%).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>UNIDADES DE CONSERVA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Foram detectados 166.895 hectares de desmatamento dentro de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) em 2021, o que representa 10,1% da \u00e1rea total detectada no Brasil em 2021. Das 2.181 UCs federais e estaduais terrestres registradas no Cadastro Nacional de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (CNUC), 252 UCs (11,6%) tiveram pelo menos um evento de desmatamento de pelo menos 1 hectare em 2021 &#8211; n\u00famero pr\u00f3ximo ao observado em 2020 (254 UCs).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Dessas 252 UCs, 21 tiveram mais de 1.000 hectares desmatados, sendo 12 delas APAs. Elas est\u00e3o localizadas em dez estados: PA, RO, BA, TO, AC, CE, MA, PI, MG e GO. As duas UCs com maior \u00e1rea desmatada foram a APA do Triunfo do Xingu (PA), com 48.971 ha, e a FLONA\u00a0do Jamanxim\u00a0 (PA), com 18.281 ha. J\u00e1 a \u00e1rea com maior n\u00famero de alertas foi a RESEX Chico Mendes, no Acre, com 1.078 alertas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A maior parte desse desmatamento ocorreu em UCs de uso sustent\u00e1vel (91,9%). Embora nas UCs de prote\u00e7\u00e3o integral esse percentual tenha sido de apenas\u00a08,1% do total observado\u00a0em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, foi nessa categoria onde o problema mais avan\u00e7ou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>TERRAS IND\u00cdGENAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os desmatamentos que ocorreram em TIs representaram 4,7% do total de alertas e 1,9% da \u00e1rea total desmatada no Brasil em 2021. A maior parte dos alertas e da \u00e1rea desmatada em TIs se encontra no bioma Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Do total de 573 Terras Ind\u00edgenas (TIs) no Brasil (considerando suas v\u00e1rias fases de reconhecimento e demarca\u00e7\u00e3o, inclusive com portaria de interdi\u00e7\u00e3o), 232 (40,5%) tiveram pelo menos um evento de desmatamento em 2021. O n\u00famero de TIs que teve algum desmatamento entre 2019 e 2021 chegou a 326 (57%). Desse total, apenas 11 (2%) tiveram mais de 500 ha desmatados. As TIs com desmatamento est\u00e3o localizadas em oito estados: AM, PA, RO, MA, MT, PR, AC e RR.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os maiores desmatamentos ocorreram\u00a0nas TIs Apyterewa (8.247 ha), Trincheira Bacaj\u00e1 (2.620 ha) e Cachoeira Seca (2.034 ha), todas no estado do Par\u00e1. Kayap\u00f3 e Apyterewa foram as TIs com maior n\u00famero de alertas em 2021, com 531 e 514, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>FISCALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A an\u00e1lise das a\u00e7\u00f5es realizadas pelos \u00f3rg\u00e3os de controle ambiental para conter o desmatamento ilegal apontam que os embargos e autua\u00e7\u00f5es realizados pelo IBAMA e ICMBio at\u00e9 maio de 2022 atingiram apenas 2,4% dos desmatamentos e 10,5% da \u00e1rea desmatada identificada entre 2019 e 2021.\u00a0Nos 52 munic\u00edpios definidos como priorit\u00e1rios pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente para o combate ao desmatamento na Amaz\u00f4nia, este \u00edndice \u00e9 um pouco melhor: 4,4% do total de alertas e 21,2% da \u00e1rea desmatada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Com base nos dados dispon\u00edveis, quando somadas as a\u00e7\u00f5es realizadas pelos \u00f3rg\u00e3os federais e estaduais, incluindo Minist\u00e9rios P\u00fablicos, o n\u00famero de alertas de desmatamento detectados entre 2019 e 2021 com a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o sobe para 15.980, o que representa 7,7% do total e 27,1% da \u00e1rea desmatada (1,169 milh\u00e3o de hectares).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No per\u00edodo de 2019 a 2021, houve maior atua\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os fiscalizadores nos estados da regi\u00e3o Sudeste, em compara\u00e7\u00e3o com as outras regi\u00f5es do pa\u00eds, quando se considera o percentual de alertas com a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o como indicador (88,4% no ES, 27,3% no RJ, 26% em MG, e 21,8% em SP). Os estados com a maior propor\u00e7\u00e3o do desmatamento respondido com algum tipo de a\u00e7\u00e3o (seja autoriza\u00e7\u00e3o, autua\u00e7\u00f5es ou embargos) s\u00e3o Esp\u00edrito Santo (86,3%), Mato Grosso (66%), Minas Gerais (43,2%) e Tocantins (40,9%). Os menores \u00edndices est\u00e3o na Bahia (1,7%), Santa Catarina (3%) e Pernambuco (4,4%).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os estados que apresentam menor atua\u00e7\u00e3o s\u00e3o Pernambuco (1,1%),\u00a0 Piau\u00ed (1,1%), Amap\u00e1 (1,2%), Bahia (1,4%) e Santa Catarina (1,5%). Observa-se que na maioria desses estados (com exce\u00e7\u00e3o da Bahia) n\u00e3o houve acesso a bases de dados estaduais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Acesse o Relat\u00f3rio completo em: <a href=\"https:\/\/s3.amazonaws.com\/alerta.mapbiomas.org\/rad2021\/RAD2021_Completo_FINAL_Rev1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RAD2021_Completo_FINAL_Rev1.pdf<\/a>.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fonte:<\/strong> MAPBIOMAS. <strong>DESMATAMENTO EM 2021 AUMENTOU 20%, COM CRESCIMENTO EM TODOS OS BIOMAS<\/strong>: EM TR\u00caS ANOS A \u00c1REA DESMATADA ALCAN\u00c7OU 42 MIL KM2, QUASE A \u00c1REA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/mapbiomas.org\/desmatamento-em-2021-aumentou-20-com-crescimento-em-todos-os-biomas-1. Acesso em: 18 jul. 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EM TR\u00caS ANOS A \u00c1REA DESMATADA ALCAN\u00c7OU 42 MIL KM2, QUASE A \u00c1REA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. 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