{"id":11486,"date":"2022-08-01T11:08:27","date_gmt":"2022-08-01T14:08:27","guid":{"rendered":"https:\/\/rbma.org.br\/n\/?p=11486"},"modified":"2022-08-01T11:17:08","modified_gmt":"2022-08-01T14:17:08","slug":"atividade-humana-na-mata-atlantica-tem-potencial-de-aumentar-perda-de-carbono-florestal-em-1524","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rbma.org.br\/n\/atividade-humana-na-mata-atlantica-tem-potencial-de-aumentar-perda-de-carbono-florestal-em-1524\/","title":{"rendered":"Atividade humana na Mata Atl\u00e2ntica tem potencial de aumentar perda de carbono florestal em 15,24%"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\">Estudo calculou que queda de carbono acumulado na mata pode fazer crescer as emiss\u00f5es na atmosfera, levando a mudan\u00e7as no clima, com eleva\u00e7\u00e3o de temperatura.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A atividade humana em \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica pode aumentar em 15,24% a perda de carbono florestal na regi\u00e3o, o que, al\u00e9m de fazer crescer as emiss\u00f5es na atmosfera, levaria a mudan\u00e7as no clima, com eleva\u00e7\u00e3o de temperatura. A estimativa faz parte de uma pesquisa com participa\u00e7\u00e3o do Instituto de Bioci\u00eancias (IB) da USP, que analisou 892 invent\u00e1rios florestais nas regi\u00f5es Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil e calculou a quantidade de carbono acumulada pela cobertura vegetal da regi\u00e3o. De acordo com o estudo, medidas de prote\u00e7\u00e3o ambiental que levem em conta a biodiversidade da regi\u00e3o t\u00eam potencial para aumentar o estoque de carbono florestal em 17,44%, reduzindo emiss\u00f5es e os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As conclus\u00f5es do trabalho s\u00e3o detalhadas no artigo <em>Human impacts as the main driver of tropical forest carbon<\/em>, publicado na revista cient\u00edfica <em>Science Advances<\/em> em 17 de junho. A pesquisa analisou dados de 892 invent\u00e1rios florestais distribu\u00eddos ao longo de toda a Mata Atl\u00e2ntica. \u201cEsses dados fazem parte do <em>Neotropical Tree Communities database<\/em>, esfor\u00e7o cont\u00ednuo de compila\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de dados da comunidade de plantas no leste da Am\u00e9rica do Sul\u201d, explica a pesquisadora Marcela Venelli Pyles, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), primeira autora do artigo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Pelo Instituto de Bioci\u00eancias da USP, participaram do estudo os pesquisadores Gregory Pitta e Renato Lima. \u201cA melhor compreens\u00e3o sobre o que impulsiona o armazenamento de carbono florestal, especialmente em florestas tropicais altamente alteradas, pode antecipar os resultados das mudan\u00e7as globais em florestas mais intactas, como por exemplo, na Amaz\u00f4nia\u201d, aponta Marcela. \u201cAo mesmo tempo, seria poss\u00edvel otimizar a efici\u00eancia dos projetos de conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o de carbono, e apoiar solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza para a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>CONSERVA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O estudo mostra que a conserva\u00e7\u00e3o dos estoques de carbono da Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 bastante afetada pela degrada\u00e7\u00e3o florestal, a qual pode gerar perdas maiores do que qualquer futura mudan\u00e7a clim\u00e1tica. \u201cPor exemplo, a intensifica\u00e7\u00e3o de dist\u00farbios dentro de um fragmento de mata nativa pode levar a perdas de 15,24%, enquanto a prote\u00e7\u00e3o e aumento do carbono florestal poderiam alcan\u00e7ar ganhos de at\u00e9 17,44%\u201d, descreve Marcela.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs estoques de carbono tamb\u00e9m est\u00e3o altamente amea\u00e7ados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mais especificamente pelo aumento de temperatura e de estresse h\u00eddrico\u201d, ressalta a pesquisadora. \u201cSe o aquecimento global for restringido a 1,5\u00b0C [graus Celsius] acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, a perda de carbono na Mata Atl\u00e2ntica seria de apenas 5,12%, no entanto, se o aquecimento global continuar em sua taxa atual, a perda pode atingir 13,11%.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Segundo Marcela, as iniciativas com o objetivo de mitigar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas por meio da restaura\u00e7\u00e3o de florestas poderiam se beneficiar da inclus\u00e3o de esp\u00e9cies com maior densidade de madeira, sementes mais pesadas e folhas maiores. \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre a biodiversidade e os estoques de carbono \u00e9 fraca na Mata Atl\u00e2ntica\u201d, destaca. \u201cAssim, pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o focadas apenas no carbono podem falhar na prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia de criar mecanismos complementares e separados para alcan\u00e7ar tamb\u00e9m essa conserva\u00e7\u00e3o \u201d, enfatiza.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A pesquisadora afirma que as pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o devem levar em conta os aspectos metodol\u00f3gicos usados para a quantifica\u00e7\u00e3o dos estoques de carbono. \u201cDiferen\u00e7as entre as metodologias usadas em campo podem levar a erros na estimativa e, consequentemente, \u00e0 m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o e inefici\u00eancia de a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos do clima\u201d, salienta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m fizeram parte do estudo os pesquisadores Rubens Manoel dos Santos, Eduardo Van Den Berg e Vin\u00edcius Andrade Maia, da UFLA, Luiz Fernando Silva Magnago, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Bruno Pinho, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Andr\u00e9 L. de Gasper e Alexander C. Vibrans, da Universidade Regional de Blumenau (FURB), em Santa Catarina.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: e-mails raflima@usp.br, com o professor Renato Augusto Ferreira de Lima, e marcelav.pyles@gmail.com, com Marcela Pyles.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Fonte: <\/strong>JORNAL DA USP. <strong>Atividade humana na Mata Atl\u00e2ntica tem potencial de aumentar perda de carbono florestal em 15,24%, calcula estudo<\/strong>: queda de carbono acumulado na mata pode fazer crescer as emiss\u00f5es na atmosfera, levando a mudan\u00e7as no clima, com eleva\u00e7\u00e3o de temperatura 2022. Elaborada por J\u00falio Bernardes. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/atividade-humana-na-mata-atlantica-tem-potencial-de-aumentar-perda-de-carbono-florestal-em-1524-calcula-estudo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/atividade-humana-na-mata-atlantica-tem-potencial-de-aumentar-perda-de-carbono-florestal-em-1524-calcula-estudo\/<\/a>. Acesso em: 01 ago. 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo calculou que queda de carbono acumulado na mata pode fazer crescer as emiss\u00f5es na atmosfera, levando a mudan\u00e7as no clima, com eleva\u00e7\u00e3o de temperatura. 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