{"id":9492,"date":"2021-03-22T11:07:08","date_gmt":"2021-03-22T14:07:08","guid":{"rendered":"https:\/\/rbma.org.br\/n\/?p=9492"},"modified":"2021-03-22T14:44:31","modified_gmt":"2021-03-22T17:44:31","slug":"filha-unica-arvore-rara-cujo-unico-especime-do-mundo-esta-na-bahia-intriga-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rbma.org.br\/n\/filha-unica-arvore-rara-cujo-unico-especime-do-mundo-esta-na-bahia-intriga-ciencia\/","title":{"rendered":"Filha \u00fanica: \u00e1rvore rara cujo \u00fanico esp\u00e9cime do mundo est\u00e1 na Bahia intriga ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"noticias-single__description hidden-lg\">Planta rar\u00edssima da fam\u00edlia da laranja, a Andreadoxa flava kallunki desafia ativistas da conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies<\/h6>\n<div class=\"noticias-single__meta\">\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<h5>Hilza Cordeiro<\/h5>\n<p class=\"bodytext\">Uma \u00fanica \u00e1rvore conhecida, pertencente a um \u00fanico g\u00eanero, de uma \u00fanica esp\u00e9cie. Da mesma fam\u00edlia da laranja, a Andreadoxa flava kallunki \u00e9 um indiv\u00edduo \u00edmpar no mundo. A planta \u00e9 t\u00e3o rara que s\u00f3 tem nome cient\u00edfico, ningu\u00e9m nunca deu um apelido, um nome mais popular, o que \u00e9 bem comum, na verdade. Observada pela primeira vez h\u00e1 cerca de 60 anos, sua hist\u00f3ria tem algumas lacunas e ainda resta d\u00favidas para os bot\u00e2nicos. Vivendo no maior herb\u00e1rio de Mata Atl\u00e2ntica do Nordeste, numa \u00e1rea de cultivo de cacau no Sul da Bahia, ela provavelmente \u00e9 centen\u00e1ria. Exuberante, com suas flores amarelinhas e exalando aroma c\u00edtrico como o do lim\u00e3o, a \u00e1rvore intriga pesquisadores e os desafia a uma luta para que ela n\u00e3o viva a solid\u00e3o de ser o \u00faltimo exemplar da sua esp\u00e9cie.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Fincada num v\u00e3o de uns 40 cm entre duas grandes pedras, acredita-se que talvez ela tenha conseguido sobreviver ao tempo por estar justamente ali. N\u00e3o fosse por isso, teria sido cortada porque n\u00e3o produz sombra prop\u00edcia para a planta\u00e7\u00e3o cacaueira, uma das principais atividades agr\u00edcolas da regi\u00e3o h\u00e1 pelo menos dois s\u00e9culos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com uma altura de oito metros, o equivalente a um pouco mais do que um pr\u00e9dio de dois andares, a Andrea \u00e9 considerada baixinha. Para este neg\u00f3cio, s\u00e3o usadas \u00e1rvores de estrato bem mais alto \u2014 acima dos 25 m \u2014 ent\u00e3o, o pessoal que trabalha plantando cacau vai retirando as menores do caminho.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A Andreadoxa fica protegida na Comiss\u00e3o Executiva Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), uma \u00e1rea federal na estrada entre Ilh\u00e9us e Itabuna. Conversar com quem a pesquisa \u00e9 instigante, provoca um fasc\u00ednio sobre o que falta esclarecer. Por telefone, o engenheiro florestal Daniel Piotto, professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), proseia quase sempre sorrindo, em um tom que mistura admira\u00e7\u00e3o e incredulidade.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Foram mais de 30 anos da primeira coleta at\u00e9 ela ser registrada como esp\u00e9cie e g\u00eanero exclusivos. Ela foi batizada em homenagem ao pesquisador Andr\u00e9 Maur\u00edcio de Carvalho, da\u00a0Ceplac, quem a primeiro catalogou.<\/p>\n<p><strong>\u201cEssa \u00e1rvore \u00e9 uma coisa incr\u00edvel. O que acontece \u00e9 que, na verdade, a gente n\u00e3o sabe quase nada dela\u201d, ri. \u201cN\u00f3s quisemos fazer um v\u00eddeo falando sobre ela para que as pessoas possam conhec\u00ea-la. Para a bot\u00e2nica, acredito que ela \u00e9 um enigma. Os pr\u00f3prios nativos n\u00e3o a reconhecem. O pessoal me pergunta muito se \u00e9 uma planta ex\u00f3tica. \u2018Ser\u00e1 que trouxeram de outro pa\u00eds e colocaram a\u00ed?\u2019. N\u00e3o. O mais incr\u00edvel \u00e9 que ningu\u00e9m mais achou outra dela, n\u00f3s temos procurado por anos, desde a d\u00e9cada de 1980\u201d<\/strong>, conta ele.<\/p>\n<div class=\"greennature-shortcode-wrapper\"><div class=\"greennature-gallery-item greennature-item\" ><div class=\"gallery-column three columns\"><div class=\"gallery-item\"><a href=\"https:\/\/rbma.org.br\/n\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/csm_Andreadoxa_04_ebacb020e3.jpg\" data-fancybox-group=\"greennature-gal-1\" data-rel=\"fancybox\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/rbma.org.br\/n\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/csm_Andreadoxa_04_ebacb020e3-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/div><\/div><div class=\"gallery-column three columns\"><div class=\"gallery-item\"><a href=\"https:\/\/rbma.org.br\/n\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/csm_Andreadoxa_05_e92f413e20.jpg\" data-fancybox-group=\"greennature-gal-1\" data-rel=\"fancybox\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/rbma.org.br\/n\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/csm_Andreadoxa_05_e92f413e20-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/div><\/div><div class=\"gallery-column three columns\"><div class=\"gallery-item\"><a href=\"https:\/\/rbma.org.br\/n\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/csm_Andreadoxa_06_09bf3b049a.jpg\" data-fancybox-group=\"greennature-gal-1\" data-rel=\"fancybox\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/rbma.org.br\/n\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/csm_Andreadoxa_06_09bf3b049a-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/div><\/div><div class=\"gallery-column three columns\"><div class=\"gallery-item\"><a href=\"https:\/\/rbma.org.br\/n\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/csm_Andreadoxa_Jomar_Jardim_e_Daniel_Piotto_dcc993abf7.jpg\" data-fancybox-group=\"greennature-gal-1\" data-rel=\"fancybox\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/rbma.org.br\/n\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/csm_Andreadoxa_Jomar_Jardim_e_Daniel_Piotto_dcc993abf7-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/div><\/div><div class=\"clear\"><\/div><\/div><\/div>\n<h6>(Fotos: Monique Bruxel\/Instituto Floresta Viva)<\/h6>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Diferentona<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ser \u00fanica parece mesmo estar na ess\u00eancia dessa \u00e1rvore. \u00c9 at\u00e9 dif\u00edcil de explic\u00e1-la. As suas principais peculiaridades parecem estar em suas caracter\u00edsticas florais. Diferente das plantas da fam\u00edlia a qual ela pertence, a Andreadoxa tem flores bilaterais, ou seja, com um \u00fanico plano de simetria. Isso significa que as suas florezinhas amarelas s\u00e3o divididas em partes iguais: um lado \u00e9 igual ao outro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Nas plantas-primas, a distin\u00e7\u00e3o \u00e9 que a forma da flor permite tra\u00e7ar muitos planos de simetria. Essas t\u00eam v\u00e1rias partes iguais umas \u00e0s outras. As p\u00e9talas da Andreadoxa s\u00e3o livres, enquanto a das primas, em geral, costumam ser mais unidas. A planta rara floresce entre dezembro e janeiro, e seus frutos aparecem maduros por volta de junho. Os frutos s\u00e3o duros e n\u00e3o comest\u00edveis.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 pelo tempo da exist\u00eancia da cultura do cacau na regi\u00e3o e pelo crescimento do di\u00e2metro que Piotto estima que ela possa ter na faixa dos 100 anos. Da primeira coleta, em 1961, para c\u00e1, ela pulou de 19 cm para 24 cm, um crescimento de 5 cm de di\u00e2metro em sessenta anos. Mas n\u00e3o d\u00e1 para afirmar. E nem d\u00e1 para saber quanto tempo ela ainda pode viver e nem a que altura vai chegar.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Bi\u00f3logo, o professor Jomar Jardim, da UFSB, explica que, assim como os animais, as plantas tamb\u00e9m est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o e, em algum momento desse processo evolutivo, a Andreadoxa se diferenciou. N\u00e3o h\u00e1 nada parecido com ela, mas visualmente ela \u00e9 mais parecida com as do g\u00eanero Conchocarpus. \u201cEssas diferen\u00e7as s\u00e3o caracter\u00edsticas que s\u00f3 um pesquisador pode notar porque \u00e9 ele quem se debru\u00e7a sobre a linhagem\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O professor adianta que, apesar de processos hist\u00f3ricos de devasta\u00e7\u00e3o, existe uma enorme diversidade de plantas da Mata Atl\u00e2ntica no Sul da Bahia. A regi\u00e3o j\u00e1 teve recorde de 456 esp\u00e9cies por hectare. A Andreadoxa \u00e9 s\u00f3 um exemplo de \u00e1rvore que evoluiu nessa parte do mundo. O problema \u00e9 que o fato de ela ser uma raridade \u00e9 sua pr\u00f3pria amea\u00e7a. Sendo o indiv\u00edduo conhecido que restou na natureza, ela tem baixa variabilidade gen\u00e9tica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Piotto explica que existe um fen\u00f4meno em que as plantas se autofecundam e produzem sementes. Geneticamente, ele avalia isso como uma tristeza, uma trag\u00e9dia, porque \u00e9 como se a \u00e1rvore estivesse produzindo clones. O ideal \u00e9 que existissem outras Andredoxas para a poliniza\u00e7\u00e3o cruzada, com ajuda das abelhas e outros insetos polinizadores.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>A semente foi plantada<\/strong><\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o da grava\u00e7\u00e3o de um v\u00eddeo sobre ela em fevereiro, os pesquisadores coletaram amostras da planta e j\u00e1 foram produzidas mais de 300 mudinhas com o apoio da ONG Instituto Floresta Viva, localizada no distrito de Serra Grande, na cidade de Uru\u00e7uca. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 fazer a an\u00e1lise do DNA das plantinhas para conferir se elas s\u00e3o mesmo produto de autofecunda\u00e7\u00e3o ou se surgiram por fecunda\u00e7\u00e3o cruzada. Essa \u00faltima parece ser mais remota, mas Piotto diz: \u201cSe for cruzada, significa que tem outra dela em algum lugar que n\u00e3o sabemos. Tudo \u00e9 poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A \u00e1rvore tem se tornado s\u00edmbolo da bandeira pelo reflorestamento no Sul do estado. Piotto brinca que ela \u00e9 o \u201curso-panda&#8221; entre as 38 esp\u00e9cies amea\u00e7adas do cat\u00e1logo do projeto de preserva\u00e7\u00e3o feito em parceria entre a UFSB, o Jardim Bot\u00e2nico de Nova Iorque, herb\u00e1rio do Ceplac, ONG Floresta Viva e Funda\u00e7\u00e3o Frankilia. Estas mudinhas produzidas de Andreadoxa poder\u00e3o ser solicitadas de gra\u00e7a por agricultores da regi\u00e3o, que dever\u00e3o assinar um termo de compromisso de plant\u00e1-la e preserv\u00e1-la.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cAcho que o brasileiro, de modo geral, n\u00e3o se preocupa muito com as \u00e1rvores. S\u00e3o podadas, cortadas, maltratadas de forma pouco consciente. A gente s\u00f3 existe por causa das plantas. A preserva\u00e7\u00e3o delas nesse momento em que se fala muito de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u00e9 importante para garantir recursos como \u00e1gua e solo. Todos, de qualquer profiss\u00e3o, deveriam estar envolvidos nisso. N\u00f3s, bi\u00f3logos e ec\u00f3logos, somos taxados de ecochatos porque ficamos defendendo \u00e1rvores. A gente est\u00e1 defendendo um conjunto de situa\u00e7\u00f5es que servem para todo mundo\u201d, reflete Jomar.<\/p>\n<h6><em>Fonte: https:\/\/www.correio24horas.com.br\/noticia<\/em><\/h6>\n<p class=\"bodytext\"><em><strong>Andreadoxa flava Kallunki<\/strong><\/em><br \/>\nFam\u00edlia: Rut\u00e1ceas<br \/>\nPorte: 8 metros de altura<br \/>\nIdade: desconhecida, provavelmente centen\u00e1ria<br \/>\nBioma: Mata Atl\u00e2ntica<br \/>\nLocal de ocorr\u00eancia: Sul da Bahia<\/p>\n<\/div>\n<p>Assista o video e conhe\u00e7a mais sobre a especie:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-mE6WmmOGVE\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<h6><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Planta rar\u00edssima da fam\u00edlia da laranja, a Andreadoxa flava kallunki desafia ativistas da conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies Hilza Cordeiro Uma \u00fanica \u00e1rvore conhecida, pertencente a um \u00fanico g\u00eanero, de uma \u00fanica esp\u00e9cie. 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