Curso online sobre abelhas nativas da Mata Atlântica reúne participantes de todo o Brasil
A formação, promovida pela RBMA com apoio do programa de investimento socioambiental ADM Cares, destaca o papel ecológico das abelhas sem ferrão e marca o início de um projeto nacional de educação ambiental
Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a importância das abelhas sem ferrão e estimular práticas sustentáveis, a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), em parceria com o ADM Cares, programa de investimento socioambiental da ADM, líder global em comercialização de grãos, insumos, nutrição humana e animal, realizou em junho o curso virtual “Educação Ambiental sobre Abelhas Nativas da Mata Atlântica”.
Gratuita e acessível, a formação reuniu mais de 400 pessoas de diferentes regiões do país, entre estudantes, agricultores, profissionais de diversas áreas e interessados na temática ambiental. Ao longo de quatro encontros, realizados nos dias 9, 16, 18 e 30 de junho, os participantes foram conduzidos por Rarison Lima, gestor ambiental, meliponicultor, apicultor e idealizador do meliponário Pólen Dourado, reconhecido como Posto Avançado da RBMA desde 2022.
A programação contou com convidados especiais que trouxeram olhares complementares sobre o universo das abelhas e sua relação com a sustentabilidade. O nutricionista e entusiasta da meliponicultura Daniel Cady participou do curso, assim como a advogada Geisa Bacellar, gestora da Abelhuda, com formação em Direito Ambiental e mestrado em Desenvolvimento Urbano. A professora Morgana Borges, do IF Baiano – campus Catu, dividiu sua experiência acadêmica e de campo na área de reprodução animal e meliponicultura. O botânico Felipe Meireles, especialista em meliponicultura, apicultura e análise sensorial, também contribuiu com seus conhecimentos como sommelier de mel. Já o psicólogo Paulo Henrique de Albuquerque, diretor administrativo da Escola Colmeia, trouxe reflexões sobre o papel educativo e social dos meliponários.
Durante o curso, os participantes vivenciaram uma imersão nos saberes sobre as abelhas nativas: desde a diversidade de espécies, anatomia e biologia dos insetos até temas práticos como estrutura dos meliponários, aquisição da primeira colônia, escolha da pastagem melitofílica, uso de caixas racionais e multiplicação dos enxames. Os encontros também abordaram os riscos enfrentados pelas colônias, estratégias para manter a saúde dos ninhos e o potencial econômico da atividade, com foco na produção de meliprodutos e na geração de renda sustentável.
Para Sidney Araújo, aluno da formação, a experiência foi transformadora. “Essa troca de conhecimentos é fundamental, especialmente para quem está começando. Aprender com especialistas e com a experiência dos colegas nos dá mais segurança e incentiva a continuar nesse caminho, que é tão importante para a preservação ambiental e para o desenvolvimento sustentável”, afirmou.

A presidente do Conselho Nacional da RBMA, Mary Sorage, destacou a relevância da iniciativa para aproximar a sociedade da natureza. “Esta ação reforça nosso compromisso com a valorização da biodiversidade e com a promoção do conhecimento sobre o bioma. Que este curso seja um espaço de aprendizado, inspiração e cuidado com a vida”, declarou.
Caroline Hoth, Especialista em Sustentabilidade da ADM para América Latina, também celebrou a parceria. “As abelhas nativas são fundamentais para o equilíbrio ambiental e para o futuro dos nossos negócios e do planeta. Apoiar esse projeto é uma grande satisfação, ainda mais como entusiasta pessoal do tema”, enfatizou.
O curso integra a primeira etapa do projeto “Educação Ambiental e Abelhas Nativas da Mata Atlântica”, que terá desdobramentos presenciais em seis estados brasileiros: Bahia, Ceará, Goiás, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Nessas regiões, os Postos Avançados da RBMA serão palco de oficinas práticas, capacitações e implantação de meliponários educativos, espaços dedicados ao aprendizado, à conservação da biodiversidade e ao fortalecimento de uma cultura de respeito à natureza.
Atualmente, o Brasil abriga mais de 250 espécies de abelhas sem ferrão, com diferentes cores, tamanhos e comportamentos. Além de produzir mel e outros subprodutos, elas exercem um papel crucial na polinização e na manutenção da vida nos ecossistemas da Mata Atlântica.






