Programa Abelhas Nativas amplia educação ambiental e conecta diferentes territórios da Mata Atlântica
A iniciativa da RBMA, em parceria com o programa de investimento socioambiental ADM Cares, já levou formação e meliponários educativos a seis estados, alcançando comunidades, estudantes, educadores e profissionais de diferentes regiões do país.
Das atividades on-line que reuniram participantes de diversas localidades do Brasil às experiências práticas realizadas em Unidades de Conservação e em território indígena, o Programa Abelhas Nativas da Mata Atlântica vem construindo uma rede de educação ambiental voltada à valorização das abelhas nativas sem ferrão e à conservação da biodiversidade. Desenvolvida pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), em parceria com o ADM Cares, programa de investimento socioambiental da ADM, líder global em comercialização de grãos, insumos, nutrição humana e animal, a iniciativa articula formação, atividades práticas, produção de materiais educativos e implantação de meliponários. A proposta é transformar esses espaços em estruturas permanentes de sensibilização ambiental nos locais onde estão inseridos.
O alcance do programa se reflete tanto na sua abrangência territorial quanto na diversidade de públicos envolvidos. Ao longo de sua primeira fase, as etapas presenciais chegaram aos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, São Paulo, Santa Catarina, Bahia e Goiás, envolvendo estudantes, educadores, profissionais da área ambiental, comunidades tradicionais, indígenas, gestores de unidades de conservação e pessoas interessadas em conhecer e proteger as abelhas nativas. A etapa realizada em Goiás, em agosto de 2026, completou o percurso pelos seis estados, e marcou a conclusão da primeira fase do projeto.
Os dados consolidados pela RBMA dimensionam esse trabalho. Ao todo o programa formou 350 multiplicadores socioambientais na modalidade virtual e envolveu mais 300 participantes em cursos e oficinas presenciais, fortalecendo uma rede de disseminação do conhecimento sobre abelhas nativas em diferentes regiões do país.
Para a presidente do Conselho Nacional da RBMA, Mary Sorage, que acompanhou presencialmente as etapas realizadas nos seis estados, a mobilização gerada pelo programa demonstra como a educação ambiental pode conectar diversas realidades em torno de um objetivo comum. “Percorremos territórios muito diferentes, dialogando com estudantes, educadores, gestores, comunidades tradicionais, povos indígenas e pessoas que muitas vezes estavam tendo o primeiro contato com a meliponicultura. Estar presente em cada um desses estados permitiu acompanhar de perto como o conhecimento sobre as abelhas pode despertar novos olhares para a conservação. O programa conseguiu chegar a diferentes regiões e públicos, mas, sobretudo, deixou estruturas e pessoas preparadas para continuar multiplicando esse conhecimento nas localidades”, destaca Mary Sorage.

Formação começou conectando participantes de todo o Brasil
Antes de iniciar o percurso presencial pelos estados, o projeto ampliou seu impacto com o curso on-line e gratuito Educação Ambiental sobre Abelhas Nativas da Mata Atlântica. Realizada em junho de 2025, a formação teve carga horária de 20 horas e reuniu mais de 350 participantes de diferentes regiões do Brasil, entre estudantes, agricultores, profissionais de diversas áreas e interessados na temática ambiental. O conteúdo abordou a importância ecológica das abelhas nativas sem ferrão e sua relação com a biodiversidade, contribuindo para disseminar o conhecimento sobre esses polinizadores em diferentes áreas territoriais.
Na sequência, o projeto avançou para uma etapa baseada na vivência prática. A primeira formação presencial ocorreu em julho de 2025, no Parque Estadual Dunas do Natal jornalista Luiz Maria Alves, em Natal (RN), um Posto Avançado da RBMA. O curso combinou conhecimentos sobre diversidade de abelhas, relações ecológicas, manejo, instalação de meliponários e educação ambiental. O Rio Grande do Norte também recebeu o primeiro meliponário educativo dessa trajetória. A estrutura do Parque das Dunas foi inaugurada em 14 de outubro de 2025 e passou a funcionar como espaço permanente de educação ambiental.

Uma rede que atravessa a Mata Atlântica
Em outubro de 2025, o programa chegou ao Ceará. Em Fortaleza, o Parque Estadual do Cocó recebeu a formação presencial. A iniciativa também envolveu a revitalização dos meliponários do Parque Estadual do Cocó e do Parque Estadual Botânico do Ceará, em Caucaia. Os dois espaços foram reinaugurados em 7 de março de 2026 e passaram a integrar de forma permanente as ações educativas das unidades de conservação, oferecendo oportunidades de visitação, atividades pedagógicas e sensibilização de estudantes e comunidades sobre a importância dos polinizadores.
Em abril, foi a vez de São Paulo. Nos dias 23 e 24 de abril de 2026, o Parque Estadual da Ilha Anchieta, em Ubatuba, recebeu a formação. Durante a programação, foi inaugurado um novo meliponário educativo, incorporado aos atrativos ambientais de uma unidade que recebe mais de 100 mil visitantes por ano. A etapa também marcou o lançamento da cartilha sobre abelhas nativas da Mata Atlântica, ampliando o conjunto de materiais educativos produzidos pelo programa.
A experiência ganhou outra dimensão em Santa Catarina, onde a formação ocorreu nos dias 8 e 9 de maio, na Aldeia Tekoa Pira Rupá, em Palhoça. A realização do curso junto à comunidade indígena ampliou a diversidade dos públicos alcançados e reforçou o diálogo entre educação ambiental, conhecimentos locais e conservação. A localidade também recebeu um meliponário educativo.
Na Bahia, o programa chegou a Lençóis, na Chapada Diamantina, nos dias 29 e 30 de junho de 2026. A quinta formação presencial reuniu diferentes públicos em atividades teóricas e práticas. No dia 30, foi inaugurado o Meliponário Educativo do Parque Natural Municipal da Muritiba, que passou a integrar a rede nacional criada pela iniciativa.
O percurso da primeira fase foi concluído em Goiás, nos dias 27 e 28 de agosto, no Parque Estadual da Mata Atlântica (PEMA), em Água Limpa. Além da formação, a etapa marcou a implantação do primeiro meliponário instalado em um parque estadual de Goiás, ampliando a infraestrutura de educação ambiental da unidade.

Para o coordenador executivo da RBMA, Daniel Costa, um dos diferenciais da iniciativa está justamente na continuidade das ações após a realização dos cursos. “O programa foi pensado para que a formação não terminasse com o encerramento de cada curso. Ao articular capacitação, materiais educativos e implantação de meliponários, criamos condições para que o conhecimento permaneça nos territórios. Esses espaços continuam recebendo visitantes, estudantes e comunidades e fortalecem uma rede de educação ambiental que pode se ampliar a partir de cada Posto Avançado da RBMA”, afirma Daniel Costa.
Meliponários transformam formação em ação permanente
Mais do que estruturas para o manejo e a conservação das abelhas, os meliponários educativos constituem um dos principais legados do programa. Instalados ou revitalizados em locais de visitação pública, eles aproximam a população das espécies nativas e permitem que temas como polinização, biodiversidade e equilíbrio dos ecossistemas sejam trabalhados de maneira prática.
Os números mais recentes apresentados pela RBMA mostram a relevância e o alcance da iniciativa. O levantamento, ainda em andamento, contabiliza 11 mil visitantes no Parque das Dunas, 4 mil no Parque do Cocó, 3 mil no Parque Botânico do Ceará, 2,2 mil no Parque Estadual da Ilha Anchieta, 2 mil no Parque Natural Municipal da Muritiba e 600 na aldeia indígena. Somados, são 22,8 mil visitantes registrados nos seis espaços acompanhados pelo levantamento, demonstrando o interesse do público e a capacidade dessas estruturas de manter viva a agenda de conservação nos territórios.
Os dados também evidenciam a continuidade do projeto para além das ações pontuais. Embora as etapas de articulação, formação presencial e virtual e instalação dos meliponários tenham sido concluídas, os espaços educativos seguem em funcionamento e as ações de divulgação permanecem em andamento, ampliando o alcance da iniciativa ao longo do tempo.
A produção de materiais didáticos complementa essa estratégia. O programa desenvolveu conteúdos voltados à educação ambiental e à divulgação do conhecimento sobre as abelhas, ampliando as possibilidades de utilização das experiências em atividades com diferentes públicos.

Educação ambiental como estratégia de conservação
As abelhas nativas sem ferrão cumprem papel essencial na polinização e na manutenção da diversidade vegetal. Por isso, aproximar a sociedade desses pequenos polinizadores significa também ampliar a compreensão sobre as relações que sustentam os ecossistemas da Mata Atlântica.
É nesse ponto que a parceria entre a RBMA e o ADM Cares se mostra fundamental para o alcance do programa. O apoio possibilitou articular ações educativas em diferentes regiões do país, respeitando as particularidades de cada território e, ao mesmo tempo, construindo uma rede conectada pela conservação das abelhas nativas. A iniciativa integra educação ambiental, participação social e estruturas permanentes de aprendizagem.
“Os polinizadores são fundamentais para a biodiversidade, a produção de alimentos e a prosperidade dos ecossistemas que sustentam a vida. Apoiar esse programa significa, para nós que atuamos na cadeia agrícola em todas as regiões do Brasil, contribuir para resiliência dos sistemas dos quais todos dependemos e promover diálogos que contribuem para sua conservação. A mobilização é o primeiro passo para transformar conhecimento em ações efetivas”, afirma Caroline Hoth, Especialista em Sustentabilidade da ADM e Líder Regional do programa ADM Cares para a América Latina.
Ao chegar a parques urbanos, unidades de conservação, comunidade indígena e diferentes territórios da Mata Atlântica, o programa transforma as abelhas em ponto de partida para uma discussão mais ampla sobre biodiversidade. E deixa, em cada local, algo que permanece depois dos cursos: meliponários vivos, materiais educativos e pessoas capacitadas para multiplicar conhecimento e fortalecer a conservação da Mata Atlântica.

Sobre a ADM
A ADM desbloqueia o poder da natureza para enriquecer a qualidade de vida. Somos um gestor e processador essencial da cadeia de suprimentos agrícola global, proporcionando segurança alimentar ao conectar necessidades locais com capacidades globais. Somos um fornecedor de nutrição humana e animal de ponta, oferecendo um dos portfólios mais amplos da indústria de ingredientes e soluções provenientes da natureza. Somos pioneiros em saúde e bem-estar, com uma linha líder no setor de produtos para consumidores que buscam novas maneiras de viver de forma mais saudável. Somos inovadores de ponta, orientando o caminho para um futuro de novas soluções bio-based para consumidores e indústrias. E estamos liderando esforços de sustentabilidade orientados pelos negócios, que apoiam um setor agrícola forte, cadeias de suprimentos resilientes e uma bioeconomia vasta e crescente. Ao redor do mundo, nossa expertise e inovação estão atendendo a necessidades críticas, desde a colheita até a mesa. Saiba mais em http://www.adm.com











