Goiás recebe primeiro meliponário em parque estadual e encerra primeira fase de projeto da RBMA
O curso de Educação Ambiental e Abelhas Nativas da Mata Atlântica foi realizado nos dias 27 e 28 de agosto, no Parque Estadual da Mata Atlântica, e marcou a sexta etapa presencial da iniciativa.
Conhecimento que circula, abelhas que ganham espaço e uma rede que cresce. Nos dias 27 e 28 de agosto, o Parque Estadual da Mata Atlântica (PEMA), no município de Água Limpa, em Goiás, recebeu o Curso de Educação Ambiental e Abelhas Nativas da Mata Atlântica, uma iniciativa da Reservas da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) que chegou ao seu sexto estado brasileiro e encerrou a primeira fase do projeto.
A iniciativa é desenvolvida pela RBMA em parceria com a ADM Cares, com apoio do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e do Parque Estadual da Mata Atlântica (PEMA).
O momento também marcou a implantação do primeiro meliponário em um parque estadual de Goiás, que passa a integrar a estrutura de educação ambiental do PEMA. O espaço recebeu espécies de abelhas nativas, como Benjoí, Marmelada e Lambe-Olhos, e deverá contribuir para aproximar visitantes da diversidade desses polinizadores e de sua importância para o equilíbrio dos ecossistemas.

Seis estados, uma rede de conhecimento
Com a etapa realizada em Goiás, o projeto passou pelo Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, São Paulo e Santa Catarina, levando formação e experiências práticas sobre meliponicultura a diferentes territórios da Mata Atlântica.
Durante o curso, os participantes conheceram a diversidade das abelhas nativas, suas relações com o ambiente e técnicas de manejo, além de discutirem o potencial da meliponicultura como instrumento de conservação e educação ambiental.
Para Mary Sorage, presidente do Conselho Nacional da RBMA, a expansão territorial é um dos principais resultados alcançados nesta primeira etapa. “Chegar a diferentes estados significa ampliar uma rede de conhecimento, mobilização e compromisso com a conservação. Cada curso e cada meliponário criam novas possibilidades de aproximação entre as pessoas e a biodiversidade. Encerramos essa primeira fase com uma base importante para seguir avançando e já estamos nos preparando para a segunda etapa”.

Um novo espaço de educação ambiental
A implantação do meliponário amplia as possibilidades de atividades educativas desenvolvidas no Parque Estadual da Mata Atlântica. Além de apresentar as abelhas nativas aos visitantes, o espaço permite abordar temas como polinização, biodiversidade, relações ecológicas e a importância da conservação dos ambientes naturais.
Representando a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), o gerente de Conservação, Biodiversidade e Fauna, Max Vinícius, destacou a contribuição do novo equipamento para as ações desenvolvidas na unidade. “A implantação do meliponário agrega uma nova ferramenta às ações desenvolvidas pelo Parque Estadual da Mata Atlântica, fortalecendo seu papel como espaço de sensibilização e conhecimento sobre a biodiversidade. A iniciativa também contribui para valorizar as abelhas nativas e seus serviços ecológicos, aproximando esse tema da sociedade e dos visitantes da unidade.”
Da formação à prática
A proposta do projeto vai além da capacitação. Ao combinar formação e implantação de meliponários, a iniciativa cria espaços permanentes para que o conhecimento compartilhado durante os cursos continue sendo trabalhado junto aos visitantes e às comunidades.
A experiência em Goiás foi conduzida pela especialista Suély Magalhães, com atividades teóricas e práticas sobre os fundamentos da meliponicultura, diversidade das abelhas nativas, técnicas de manejo e suas interações ecológicas.
A atividade contou com a presença de Mary Sorage, presidente do Conselho Nacional da RBMA, e de Max Vinícius, gerente de Conservação, Biodiversidade e Fauna da Semad, representando a Secretaria.

Próxima etapa
A etapa realizada em Goiás consolida uma trajetória que passou por diferentes regiões do país e demonstra a força da educação ambiental como instrumento de conservação. Seis estados, novos meliponários e uma rede cada vez maior de pessoas aprendendo a reconhecer o papel das abelhas na manutenção da vida.
Além de sua importância ecológica, a criação de abelhas nativas também pode contribuir para a geração de renda e o desenvolvimento sustentável das comunidades, por meio de produtos como mel, própolis e outros derivados da meliponicultura. Dessa forma, cuidar das abelhas significa também criar oportunidades para que a conservação da biodiversidade caminhe lado a lado com a valorização dos conhecimentos, dos territórios e das economias locais.






