RBMA participa de reunião da COBRAMAB sobre os próximos passos do Programa MAB no Brasil
A atuação das Reservas da Biosfera e os próximos caminhos do Programa MAB, Homem e a Biosfera, estiveram no centro das discussões da reunião da Comissão Brasileira para o Programa MAB, COBRAMAB, realizada no dia 2 de setembro. O encontro, no formato presencial e virtual, reuniu integrantes da Comissão, representantes das sete Reservas da Biosfera brasileiras, da Rede Brasileira de Reservas da Biosfera e instituições convidadas.
A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica participou da programação por meio de Mary Sorage, presidente do Conselho Nacional da RBMA e coordenadora da Rede Brasileira de Reservas da Biosfera. Durante o encontro, ela apresentou as principais atividades desenvolvidas pela Rede no último ano e destacou ações de articulação e cooperação entre as Reservas brasileiras.
Na programação da tarde, Mary conduziu a discussão sobre “As Reservas da Biosfera como territórios estratégicos de implementação das agendas globais e nacionais de sustentabilidade”. A proposta foi discutir como esses territórios podem contribuir para aproximar compromissos de sustentabilidade das políticas públicas e das realidades locais.
“As Reservas da Biosfera têm um papel estratégico na implementação das agendas de sustentabilidade. Precisamos fortalecer a articulação entre as Reservas e os diferentes atores, transformando as diretrizes do Programa MAB em ações concretas nos territórios”, destacou Mary Sorage.

Participação social e Agenda de Hangzhou
Na abertura da reunião, António de Sousa Abreu, diretor da Divisão de Ciências Ecológicas e da Terra da UNESCO e secretário do Programa MAB, ressaltou a importância da participação de jovens, povos e comunidades tradicionais nas Reservas da Biosfera.
Também estiveram em discussão as sobreposições entre Reservas, as perspectivas para o novo Marco do Programa MAB e a implementação do Plano de Ação Estratégico de Hangzhou 2026–2035. Os integrantes da COBRAMAB participaram de uma atividade em grupos para identificar prioridades e possíveis encaminhamentos para o fortalecimento da atuação das Reservas da Biosfera no país, considerando as diretrizes do Programa MAB e da Agenda de Hangzhou.
Reservas brasileiras compartilham experiências
A programação incluiu ainda apresentações das sete Reservas da Biosfera brasileiras, com relatos sobre iniciativas, avanços, desafios e perspectivas de cada território. O momento permitiu evidenciar a diversidade de contextos em que o Programa MAB está presente no país e a importância da cooperação entre as Reservas.
A Rede Brasileira de Jovens das Reservas da Biosfera também apresentou suas atividades e perspectivas, reforçando a participação da juventude nas discussões sobre o futuro do Programa MAB no Brasil. Entre os demais assuntos da pauta estiveram a revisão da Reserva da Biosfera da Caatinga, a atualização da proposta da Reserva da Biosfera Marinha Vitória-Trindade, as discussões sobre sobreposições e zoneamentos e a proposta de reconhecimento da Reserva da Biosfera da Chapada Diamantina.
Sobre a Chapada Diamantina, os participantes discutiram os argumentos favoráveis e desfavoráveis ao encaminhamento da proposta à UNESCO, além das premissas e condições a serem consideradas no processo. Também foram apresentadas informações sobre a nova plataforma da UNESCO para submissão de propostas e sobre a recém-aprovada Cátedra UNESCO BeOne.

Memória e reconhecimento
A reunião também teve um momento de homenagem a pessoas que contribuíram para a defesa do meio ambiente e das comunidades e que faleceram recentemente. Foram lembrados Carolina Joana da Silva, coordenadora da Reserva da Biosfera do Pantanal; Carlos Monforte, pioneiro do jornalismo brasileiro e pai de Sérgio Monforte, representante da UNESCO na COBRAMAB; e Francisco Carlos Borges de Souza, conhecido como Seu Peba, liderança comunitária e ambiental que atuou na defesa de comunidades rurais e ribeirinhas da Amazônia.
A participação da RBMA na reunião contribuiu para ampliar o diálogo sobre a atuação das Reservas da Biosfera no Brasil e sobre estratégias de cooperação para os próximos anos. As discussões também reforçaram a perspectiva de que esses territórios podem conectar conservação da biodiversidade, ciência, educação, participação social e políticas públicas na implementação das agendas de sustentabilidade.






